Preto & Branco

Velejadoras qualificadas aos jogos olímpicos perdem novas embarcações devido a COVID-19

A suspensão do movimento desportivo causada pela pandemia da covid-19, complicou os planos da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem, que pretendia adquirir em parceria com o clube Marítimo, duas novas embarcações para aumentar a qualidade de treino das três jovens velejadoras qualificadas aos jogos olímpicos de Tóquio.

A Federação Moçambicana de Vela e Canoagem, somou vários prejuízos desde que foi decretada a suspensão das actividades desportivas no país, no quadro da prevenção da pandemia do novo coronavírus.

O organismo tinha programada a aquisição de duas embarcações para ajudar a reforçar as existentes e, por conseguinte, melhorar a qualidade de treino de Deisy Nhaquile, Maria Machava, e Denise Parruque, velejadoras moçambicanas qualificadas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para meados de 2021.

“(…). Vários são os prejuízos somados, desde a falta de actividades, à paralisação dos treinos de preparação das miúdas qualificadas aos Jogos Olímpicos de Tokyo. A nível financeiro já tínhamos traçado com o Clube Marítimo a compra de duas embarcações para as atletas treinarem durante a preparação, mas já não será possível mesmo por causa desta situação. Depois de passar a situação, penso que o clube e a Federação podem traçar um novo plano estratégico para que possamos adquirir as duas embarcações” disse Hélio da Rosa, presidente da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem.

Preparação das atletas em tempo de confinamento social

Muito antes do governo de Moçambique decretar o estado de emergência, às meninas com presença garantida em Tóquio, já tinham adotado medidas de distanciamento, passando a treinar em casa. Segundo apuramos, por estes dias os treinos têm sido apenas para a manutenção física.

“Neste momento as atletas só estão a trabalhar o físico mesmo dentro de casa(…) A ideia é manterem o seu nível de físico em forma” acrescentou.

O que acontecerá depois desta tempestade causada pelo coronavírus é uma constante. O organismo não avança muitos dados, sendo que o futuro da Vela e Canoagem pôs-coronavírus, dependerá do desenrolar da pandemia.

 

“Na verdade, não será só a vela que vai ter uma forma estranha de encarar o pós-Covid – 19. Será muito diferente pois toda sociedade terá receio de voltar próxima e no desporto não será excepção. Principalmente para modalidades onde temos mais de duas pessoas numa embarcação” rematou.

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De referir que a Federação Moçambicana de Vela e Canoagem, contava com um apoio considerável de parceiros para a campanha rumo a Tóquio, mas devido a crise pandêmica, boa parte deles ficaram congelados.

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