Preto & Branco

ABCM soma prejuízos avultados devido a suspensão:  ENGEN MAPUTO BASQUETE

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), está a somar prejuízos financeiros avultados devido a suspensão das provas de basquetebol no país, em particular do Engen Maputo Basquete, por conta da pandemia do novo coronavírus. A crise está igualmente a condicionar pagamento dos salários aos jogadores nos respectivos clubes.

A suspensão do Engen Maputo Basquete, importante prova da modalidade, organizada ABCM, no quadro das medidas restritivas impostas pelo governo face a prevenção da pandemia da covid-19, está a mexer com as finanças da agremiação.

Com a crise financeira a assolar os clubes da capital, boa parte das expectativas em termos de receitas caíram por terra.

“(…)Tinhamos imensa fé, que este ano de 2020 seria diferente dos outros, sobretudo do ano passado, por conta de termos tido uma boa final em sêniores masculinos, e termos tido uma boa receita. As pessoas acreditaram que afinal de contas ainda era possível assistir um jogo de basquetebol, e então tínhamos imensa fé” disse Rui Hélder, presidente da Associação Basquetebol da Cidade de Maputo.

A covid-19 afectou a calendarização do campeonato de basquetebol da cidade de Maputo. Depois da pandemia passar, será imperioso que os atletas estejam em forma, para que se mantenha o nível de competitividade da prova.

“Estamos a ter prejuízos em termos competitivos, porque os mais novos não jogaram este ano(…)Há clubes, como o Ferroviário de Maputo, que estão a fazer a monitoria do treinamento de atletas em casa, temos encorajado essa prática” acrescentou.

E porque os clubes da capital estão sem receitas, e quase sem patrocínio, o pagamento dos salários está condicionado:

“(…) não estamos a conseguir pagar os salários desde Janeiro, esta crise começou nos finais de Fevereiro. Alguns clubes estavam a começar a pagar, mas atrasaram e não pagaram(…) Contudo quero acreditar que a partir deste mês a situação será regularizada” rematou.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), reconhece o impacto financeiro do novo coronavírus. Mesmo que faltem receitas é preciso valorizar a vida, aderindo aos apelos das autoridades sanitárias face a prevenção desta doença altamente contagiosa:

“(…)o bem mais importante neste momento são as pessoas. A postura dos clubes foi mesmo essa. O governo instituiu que devia haver o distanciamento social, os clubes fecharam portas e não estão a treinar(…) É importante olhar para este cenário como um cenário de aprendizagem, de como é que devemos fazer as coisas daqui para frente, e levar a vida de forma tranquila, o importante neste momento é lutar para não ficar infectado. O desporto virá a seguir, pois sem vida não há desporto(…)” recomendou Rui Hélder.

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