Preto & Branco

Cresce “Business” de máscara caseira em Maputo

Com a carência e falta das máscaras cirúrgicas no mercado moçambicano, tem vindo a dar novos horizontes de negócio para a população moçambicana de modo a garantir a sua sobrevivência. Enquanto o mundo chora com esta pandemia, há quem está facturar cada vez mais do que era o seu habitual negócio.

Aliás nem todos os que vendem as máscaras de capulanas são negociante de raiz, outros são da continuidade de tipologia de negócio como é o caso dos alfaiates e outros vê a luz da oportunidade de sobrevivência para costear as suas famílias face a eclosão da pandemia de coronavírus. É possível ver nas ruas e assim como nos transportes da cidade de Maputo, as mascaras de pano ou seja feitas de utensílios de capulanas que predomina com alta frequência do seu uso devido a obrigatoriedade do uso deste material para a prevenção da COVID-19 o novo coronavírus.

E para além do uso apenas nas ruas e nos transporte pela maioria das pessoas de baixa renda, é possível ver mesmo na Assembleia da República certos deputados a fazer o proveito do uso deste tipo de máscaras de protecção de coronavírus.

De acordo com a fonte entrevistada pela nossa equipe da reportagem na senda das analise do uso da máscara feita de utensílios de capulanas, foi unânime ao afirmar que a doença traz grande impacto negativo na sociedade moçambicana e assim como, no mundo inteiro e eis a razão que a mesma, optou por criar um tipo de negócio de máscaras de capulanas para vender aos seus irmãos moçambicanos de modo a se prevenir da COVID-19 que até então já registou no país 28 casos e para aqueles que não tenha valor monetário para a sua aquisição da máscara cirúrgica que por vezes dá barreiras de tê-las

O uso das máscaras de capulana para além daquilo que era a moda dos moçambicanos de valorizar a capulana com cultura deste país e de africanos, o uso emerge por ser de baixo preço de aquisição diferentemente da máscara cirúrgica.

Na voz da Adosinda Salomão Mondlane estudante e residente no município da Matola, a ideia da venda de máscaras de capulanas surgiu da necessidade de ajudar a disponibilizar o material de prevenção a um preço razoável de aquisição para aqueles que não tem dinheiro de adquirir a mascara original.

“ A ideia surgiu por causa da doença que existe no mundo que todos nós conhecemos que qual é a doença”, disse a fonte.

E a par desse tipo de negócio, Adosinda descreveu nos o processo do fabrico da máscara de capulana e sendo assim ela passa a explicar como é feita as suas máscaras.

“Para fazer uma máscara é preciso cortar primeiro a capulana, cortar o furo. Antes disso coloca-se o elástico no furo em dois lados depois a capulana por cima e faço as pregas colocando os alfinetes e estas pregas é‘ uma forma de dar vida a máscara para ser apreciável e ter estética”, descreveu Adosinda Mondlane.

Por se tratar de um produtos que geralmente conhece, ela aparenta ser de fácil fabrico mas não é como todos imaginam, envolvem técnicas, amor e paixão para fazer isso e que ganhe uma roupagem chamativa e a fonte entende que não é fácil fazer este produto e para aquisição do material de modo a efectivar o produto, “pedimos algumas pessoas residentes na cidade para nos comprar capulanas e compra de elásticos e usamos os retalhos das capulanas que cosemos vestuários dos clientes”, explicou Adosinda.

A jovem Adosinda vende as máscaras a um preço acessível de 35 meticais e segundo ela, faz a esse preço para que todos os cidadãos tenham para se prevenir do surto. E apesar de ignorância para outras pessoas, existem pessoas que até recomenda para as empresas e suas famílias e estas máscaras lava-se e engoma-se.

E como ganho deste produto, a jovem não procura ter muitos ganhos quanto como outros e por dia, ela consegue vender uma quantia avultado a mais de 500 meticais diário ou mais que isso. A jovem sempre é exemplar face ao seu negócio, vende a o seu produto trajada de máscara na boca.

Perante a falta de máscaras cirúrgicas à venda – ou os elevados preços praticados, em alguns casos -, muitas pessoas puseram mãos à obra. As máscaras de pano têm-se tornado cada vez mais populares e são vistas por muitos como uma solução prática e económica para enfrentar a pandemia actual. Porém, importa esclarecer se serão assim tão seguras.

Será que é seguro ou não o uso desse tipo de máscara caseira?

Quanto a esta situação numa altura que os métodos de contenção da prevenção do coronavírus, os critérios de precaver o surto é válida, e a resposta não é simples. Uma máscara feita em casa dá uma falsa segurança. Mas se não há uma máscara cirúrgica que nos permita ter uma barreira a 100%, é preferível protegermo-nos de alguma forma, tendo sempre a noção que não é totalmente segura e são necessários cuidados redobrados, sobretudo não tocar com as mãos no rosto.

Isto quer dizer que, se não tivermos uma máscara 100% segura – uma máscara cirúrgica -, é óbvio que aquelas que se fazem em casa protegem alguma parte. Mas não podemos achar que estamos seguros, é mais seguro, se a pessoa não tiver uma máscara, não mexer na cara, nariz, olhos e boca.

Mas a Directora Nacional de Saúde Pública Rosa Marlene vincou a necessidade de massificação da fabricação e uso das máscaras caseiras, sempre que o cidadão em lugar de grande aglomeração de pessoas e em transporte públicos.

“Todos nós podemos e devemos fabricar máscaras em nossas casas, nos pequenos e médios estabelecimentos de alfaiataria e de costura. A máscara pode ser feita, usando pedaços de tecidos, camisetas ou capulana e coser com maquina de costura e- ou costurando a mão ou alternativamente sem costura, usando puchinhos ou elásticos”.

Todavia, a Directora Nacional de Saúde Pública alertou para o facto de as máscaras caseiras apenas serem eficazes quando usadas em combinação com lavagem frequente das mãos com água, sabão ou cinza ou ainda o uso de álcool a 70%.

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