Preto & Branco

Munícipes da Matola Congratulam estado de emergência decretado pelo PR

Os munícipes da Matola congratulam a iniciativa do Presidente da República de anuncia estado de emergência para o território nacional. A comunicação foi anunciada ontem a partir da presidência em Maputo onde visa redobrar as medidas de prevenção do novo coronavírus. Esta acontece num período em que o estágio da doença de COVID-19, novo coronavírus, Moçambique regista 8 caso positivos de surto e sendo 2 casos de transmissão local e 6 importados.

Entretanto sua Excia. Presidente da República, nas competências do decreto presidencial dirigiu a nação, o estado de emergência que visa, salvaguardar a saúde pública de cada moçambicano, e dos estrangeiros residentes no país, o governo decidiu reforçar as medidas de prevenção face a essa pandemia designadamente submetendo a quarentena obrigatória todas as pessoas que tenham viajados recentemente para fora do país e que tenham tido contacto com casos confirmados de COVID-19, Proibir a realização de quaisquer eventos públicos ou privados como: cultos religiosos, actividades culturais recreativas e desportivas, políticas, associativas, turísticas, limitar a circulação interna de pessoas em toda parte do território nacional, limitar a entrada de pessoas nas fronteiras terrestres, aeroportos e portos, exceptos para razões de interesse de estado, transporte de bens e mercadoria de pessoas devidamente credenciados e situações relacionados com a saúde.

E no prisma do anúncio do estado de emergência no território nacional, a nossa reportagem escalou ao Município da Matola para medir à opinião dos cidadãos do nosso solo moçambicano e aliado a este cenário que o país vive, os cidadãos mostraram a sua preocupação com relação ao Covid-19 novo coronavírus que até então, a pandemia já registou 727 mil pessoas em todo o mundo. Os munícipes da Matola congratulam os esforços do Presidente da República que tem levado a cabo para a prevenção do novo coronavírus que agita o mundo nos sentidos económicos, sociais, culturais e entre outros. E são unânimes a referir que país ainda não registou o caso eminente e com estas medidas dotadas pelo governo, devem ser acatadas para salvar vidas.

Onde reside a postura madura dos dirigentes moçambicanos face ao Covid-19?

Num país em que os dirigentes que sempre estão no poder dizem haver liberdade de expressão, democracia e enfim, mas em Moçambique parece que não trazem bons exemplos para a sociedade moçambicana e muito ao pé da letra por certos altos funcionários do Estado, pelo menos pelo que a imprensa local reporta. E o caso do edil da cidade de Maputo o homem que comanda a Cidade de Maputo pela segunda vez depois de ter sido edil da cidade das acácias entre 2004-2008, foi o mais gritante. Eneas Comiche não teria assumido publicamente e imediatamente a sua condição de suspeito de contágio por coronavírus, depois de ter estado com o príncipe Albert II do Mónaco, este mês, em Londres, infetado com Covid-19.

Um facto que não passou despercebido à imprensa local que denunciou ainda um aparente comportamento de risco do edil que teria continuado a sua agenda de trabalho, mesmo sabendo que podia ser um potencial infetado. E as suspeitas só se agravaram depois de a sua esposa ter assumido a uma televisão privada local que tem coronavírus e o contínuo silêncio do edil. Uma situação que leva a concluir que a frase que reina, na verdade, “faz o que eu digo e não o que eu faço”.

Reagindo ao caso, o jornalista Zito do Rosário, do jornal Txopela, entende que “há legitimidade total para a população repudiar a posição do Comiche.”

O jornalista diz ainda que “se esperava de um governante sério e responsável, dirigente da capital moçambicana, uma posição mais firme relativamente ao seu estado de saúde, porque é uma pandemia mundial que está a preocupar nossos cidadãos e a todo o mundo.

“Esperava-se uma postura madura e não de secretismo, como se está a tentar fazer relativamente ao seu estado de saúde. Esperava-se que fosse maduro para vir a público explicar a sua situação. Esta posição de secretismo não é nova nos nossos governantes. Esperava-se que fosse mais transparente, tomando em conta que pode ter infectado várias outras pessoas ao longo deste período. É de lamentar esta posição do presidente Comice”, diz Rosário, onde se trata a elite política

A maioria da elite política moçambicana não cuida da sua saúde nos degradantes hospitais públicos. Recorre a sistemas de saúde melhores no estrangeiro, com destaque para a vizinha África do Sul, bem à mão de semear. E em alguns casos, as clínicas privadas em Maputo praticam preços proibitivos, mesmo para os bolsos mais apetrechados.

Por exemplo, circulou esta semana nas redes sociais uma tabela de preços de uma conhecida clinica privada de Maputo onde se cobram 75 mil meticais (cerca de 1000 euros) de internamento por dia e 350 mil meticais (cerca de 4500 euros) por dia nos cuidados intensivos. Números que escandalizaram a população com bolsos menos cheios e que, face a um ineficiente serviço público de saúde, cogita recorrerem aos serviços privados como última alternativa.

Uma pneumologista da capital moçambicana, que falou à DW em anonimato, sublinha que “o acesso às clínicas privadas e aos medicamentos nas farmácias privadas não são para a população. Um simples medicamento para um doente crónico reformado custa entre 700 a 1500 meticais por mês e ele não consegue pagar isso”.

E neste sentido, o sistema de saúde não funciona pese embora a debilidades do sistema de saúde, o Governo moçambicano tem estado a garantir que o sistema está preparado para fazer face à doença. Uma garantia que é contrariada por alguns funcionários dos serviços nacionais de saúde.

Mas a pneumologista denuncia a ruptura de stock e revela que “o sistema de saúde não funciona, não há condições nem meios de trabalho. Não há meios para diagnóstico e nem de abordagem. Por mais conhecimento e vontade que um médico tenha em fazer as coisas, as condições não o permitem. Falta tudo, desde o básico”.

Uma tenda para atender a possíveis casos da doença está a ser edificada no Hospital da Matola, a poucos quilómetros da cidade de Maputo. Contudo, não se fez uma simulação do atendimento, como por exemplo sobre o isolamento e outras condições da unidade. E por isso a pneumologista questiona se o Ministério da Saúde (MISAU) tem mesmo todas as condições para fazer frente à Covid-19.

E a médica recorda a natureza da debilidade do sistema de saúde país: “Moçambique não tem estrutura para uma epidemia destas. Níveis de educação baixos, falta de serviço e muita pobreza juntam.” A profissional desconfia que as autoridades estão à espera de um descalabro para tomar uma atitude mais vigorosa. Enquanto isso, as autoridades, com bastante destaque na imprensa local através dos seus constantes comunicados, aumentam as medidas restritivas para evitar a propagação do novo coronavírus.

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