Preto & Branco

Estado Islâmico semeia morte na Vila de Quissanga

O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o ataque ocorrido na ultima quarta-feira em Mocímboa da Praia, Cabo Delgado,  apontando que dezenas de soldados e agentes da polícia foram mortos ou feridos, mas o Governo ainda não confirmou a informação.

A província de Cabo Delgado foi alvo de mais um episódio de violência na madrugada da quarta-feira (25 de Março), 48 horas após o ataque que deixou um rasto de destruição em Mocímboa da Praia.

Desta vez o alvo foi a vila de Quissanga, a 200 quilómetros a sul dos megaprojetos de gás natural em construção na região e mais perto da capital provincial de Pemba.

Desde a madrugada da quarta-feira, parte da população daquela povoação costeira está a fugir de barco e a pé para o arquipélago das Quirimbas, nomeadamente, a ilha do Ibo, a 14 quilómetros, enquanto outras pessoas tentam chegar a Pemba, a menos de 100 quilómetros.

Fuga da população

A caminhada a pé é possível na maré baixa, por entre o mangal que separa Ibo de Quissanga – e é no meio do mangal que há muita população escondida, segundo um relato, que dá conta de se avistar fumo sobre a vila, indiciando que há infraestruturas a serem incendiadas.

Não há indicação de vítimas, dado que os moradores dizem que todas as famílias se colocaram em fuga aos primeiros sinais de invasão, ao ouvirem disparos na parte alta da vila, junto a edifícios da administração.

Alguns habitantes perderam contacto com crianças das respetivas famílias durante a fuga para os barcos nesta madrugada, como é o caso de uma mulher cujo relato à Lusa dá conta de que não sabe de um sobrinho que tinha ao seu cuidado, que espera também tenha fugido.

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